Uma pergunta: a música está na natureza, ou é criação inteiramente nossa?
Confesso que não sei. Sem a ação humana, você não a encontra; mas sem o fundo, a estrutura da matéria sonora, tampouco seria possível a qualquer espécie produzi-la.
Será a música uma prova, ou, menos ambiciosamente, um indício, de que o Universo foi de fato criado por um Ser superior?
Caso a se pensar.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
sábado, 19 de outubro de 2013
UMA INTERPRETAÇÃO PARA A 9º SINFONIA, DE BEETHOVEN
Me ocorreu agorinha, ouvindo-a.
Esta obra é nada mais nada menos que a biografia de Beethoven, ou, mais genericamente, a história de uma busca, a busca por felicidade.
Os três primeiros movimentos são o período pré-surdez.
No quarto movimento, ela acontece, a surdez. Não à toa, este movimento tem passagens muito parecidas com algumas do primeiro. Uma espécie de renascimento.
A melodia dominante na Ode à alegria é a expressão da felicidade, espalhada em muitos momentos de alegria. É, claro, uma retomada de algo que era perseguido nos movimentos anteriores, mas não era encontrado. Entrevia-se, no máximo esboçado. Ou seja: Beethoven, como muitos de nós, passou a juventude e a idade adulta buscando a felicidade, para só na maturidade encontrá-la, pasmem, como que perdida no passado. É na surdez que ele se descobre um homem feliz, e, uma vez mais não à toa, é no meio do quarto movimento, o movimento da surdez, que se dá a ver o coro, como a primavera sonora que devia ser a memória do Beethoven surdo. A explosão de sons do quarto movimento, o coração de Beethoven.
É isso. Espero desenvolver futuramente isto aqui.
Tchüss!
Esta obra é nada mais nada menos que a biografia de Beethoven, ou, mais genericamente, a história de uma busca, a busca por felicidade.
Os três primeiros movimentos são o período pré-surdez.
No quarto movimento, ela acontece, a surdez. Não à toa, este movimento tem passagens muito parecidas com algumas do primeiro. Uma espécie de renascimento.
A melodia dominante na Ode à alegria é a expressão da felicidade, espalhada em muitos momentos de alegria. É, claro, uma retomada de algo que era perseguido nos movimentos anteriores, mas não era encontrado. Entrevia-se, no máximo esboçado. Ou seja: Beethoven, como muitos de nós, passou a juventude e a idade adulta buscando a felicidade, para só na maturidade encontrá-la, pasmem, como que perdida no passado. É na surdez que ele se descobre um homem feliz, e, uma vez mais não à toa, é no meio do quarto movimento, o movimento da surdez, que se dá a ver o coro, como a primavera sonora que devia ser a memória do Beethoven surdo. A explosão de sons do quarto movimento, o coração de Beethoven.
É isso. Espero desenvolver futuramente isto aqui.
Tchüss!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
A FONTE NATURAL DE ESPERANÇA
É imensamente prazeroso fazer a coisa certa. Não sei se há prazer maior que esse, e mais sublime.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
AQUALUNG
Acabo de ouvir um disco que não ouvia há bem uns dez anos: Aqualung, do Jethro Tull. Foi como se eu remoçasse na medida exata do tempo que passei sem contato com essa obra-prima. Me vi tomado dum entusiasmo que aparece cada vez mais raramente, conforme vou envelhecendo. A faixa-título, forte e delicada ao mesmo tempo, Cheap day return, puro lirismo, Cross eyed Mary e Locomotive breath, energia que pulsa dentro de um arranjo que só pode ser perfeito... Quanta alegria, de início expansiva, depois reflexiva, calma como um lago, não senti com essa quase miraculosa redescoberta!...
domingo, 16 de outubro de 2011
MÚSICA E GOSTO II
Olha, eu achava que cantaria "Que pena", do Raça Negra, com prazer, mais ou menos baseado num trecho dela que fazia parte de um anúncio de TV. Mas... fui ouvir inteira no Youtube, e não gostei não...
Pois é. Algumas coisas ainda não mudaram, rs... ;-)
Pois é. Algumas coisas ainda não mudaram, rs... ;-)
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
MÚSICA E GOSTO
Será o "eu gosto" um derivado da passividade? Como se forma o nosso gosto musical?
Creio que é mais fácil começar respondendo à segunda pergunta: no meu caso, se formou em casa, ouvindo o que meus pais ouviam, e o que passava na TV. Claro que eu filtrava; só gostava mesmo do que se encaixava em algo muito sutil, muito subterrâneo, algo próprio da minha maneira de ser. Assim é que eu, aos seis anos, gostava de RPM, Menudo, Roberto Carlos, Verônica Sabino, Gonzaguinha, Trem da alegria, Balão Mágico, Fábio Jr., etc... Não creio que imitasse colegas de escola, vizinhos, ou os adultos a minha volta. Eles certamente me influenciavam, mas a palavra final era dada nos confins de minha psique.
Quando começou a adolescência, sob o impacto do Rock in Rio II, me apaixonei pelo rock, e ao mesmo tempo cantava Leandro e Leonardo quando saía pra comprar pão. Um pouco mais tarde descobri que uma tribo excluía a outra, e então me filiei aos roqueiros, e passei a condenar sertanejos, pagodeiros, funkeiros, etc. Esse foi o início de uma fase que durou bem uns quinze anos, fase na qual meu gosto se cercou de tabus: era possível gostar de rock e música erudita, porque tais estilos eram dignos de respeito, mas gostar de estilos mais comerciais, como o pop ou o sertanejo, era simplesmente proibido, e eu seguia essa linha fielmente. Não acho que me obrigasse: eu realmente só gostava daquilo que respeitava.
Algo, no entanto, mudou. Hoje optei por uma sinceridade radical, e ela me levou de volta à infância, quando quem comandava eram os "monstros do id". Hoje respeito e gosto de tudo o que agrada à minha subconsciência, o que equivale a dizer que não sei o que me faz gostar ou não dessa ou daquela canção. Apenas gosto. E assim sou levado a reconhecer que aquela música que eu achava ridícula quando era adolescente (por exemplo, "Que pena", do Raça Negra), hoje canto com prazer.
Quanto à primeira pergunta, me parece que não, desde que você separe juízo crítico de um simples agradar-se; e é sempre possível pesquisar, guiando-se por puro senso estético, isto é, indo contra qualquer passividade...
Quanto à primeira pergunta, me parece que não, desde que você separe juízo crítico de um simples agradar-se; e é sempre possível pesquisar, guiando-se por puro senso estético, isto é, indo contra qualquer passividade...
Enfim... O mundo gira, e a gente muda.
Devo mesmo ter tomado sopa de macarrão vencido, mas eles não me fizeram mal...
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
PAULA FERNANDES
Nunca gostei de sertanejo. Na verdade, pouca coisa mudou, mas... Não é que eu gostei da Paula Fernandes?... Gosto de "Pra você" e de "Pássaro de fogo". Acho que o que ela faz não é exatamente sertanejo. Se for, então eu realmente comi macarrão vencido...
Um beijo, Paula.
Um beijo, Paula.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Confissão da maior ignorância
Recentemente, pus aqui um post falando da "nova geração musical". Hoje, assistindo ao Metrópolis, na TV Cultura, vi se apresentar o rapper Criolo (ou Crioulo, não sei...), e ao gostar do som dele, percebi minha gigantesca ignorância acerca da cena musical brasileira contemporânea. No tal post, eu só citei gente que já faz sucesso. Imagine quanta gente boa eu não pude citar, por não conhecer!...
Isso posto - e o Metrópolis, hein... Programão.
sábado, 27 de agosto de 2011
SOLEDAD VILLAMIL
E não é que descobri, assistindo ao Metrópolis (TV Cultura), que Soledad Villamil, atriz d'O segredo de seus olhos, é também cantora!... E a descoberta não se resume a isso, porque com ela descobri... o tango. Belíssimas canções esse gênero tem. Para quem não conhece, comece por La canción y el poema. De uma beleza tocante.
sábado, 13 de agosto de 2011
NOVA GERAÇÃO MUSICAL
Para quem diz que não surgiu nada de bom recentemente no Brasil, em termos de música, e que só resta ouvir os Grandes Nomes da MPB, cito alguns músicos (indivíduos ou conjuntos) relativamente novos, de extrema qualidade: Lenine, Marisa Monte, O Rappa, Carlinhos Brown, Maria Gadú, Pato Fu. Claro que também ouço os Grandes, mas... não existe só isso de bom em terras tupiniquins.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Klaus Hoffmann
Outro músico estrangeiro (já falei aqui do Zeljko...) não-anglo-saxão, de quem eu gosto muito, é o alemão Klaus Hoffmann. Creio que seu estilo tem algo a ver com a música "de raiz" alemã, mas não tenho certeza disso, por isso não vou arriscar uma afirmação categórica, rs...
Só posso dizer ao meu possível leitor que tente conhecer esse artista. Veja a canção "Berlin" (a que mais gosto), ou "Wenn du liebst" (que, segundo me aponta o meu parco conhecimento de Alemão, tanto pode ser traduzido como "Se tu amas", como também como "Quando tu amares"), que também é belíssima, e se você a vir numa apresentação ao vivo que está no Youtube, poderá perceber o carisma desse senhor.
É isso. Abraço.
Só posso dizer ao meu possível leitor que tente conhecer esse artista. Veja a canção "Berlin" (a que mais gosto), ou "Wenn du liebst" (que, segundo me aponta o meu parco conhecimento de Alemão, tanto pode ser traduzido como "Se tu amas", como também como "Quando tu amares"), que também é belíssima, e se você a vir numa apresentação ao vivo que está no Youtube, poderá perceber o carisma desse senhor.
É isso. Abraço.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Você conhece Zeljko Joksimovic?
Para quem não sabe, Zeljko Joksimovic é um músico (cantor, multi-instrumentista, e compositor) sérvio, que faz muito sucesso na região da antiga Iugoslávia (Croácia, Macedônia, Bósnia-Herzegovina, Eslovênia, Montenegro e, é claro, Sérvia). Suas composições misturam a "música de raiz" sérvia com o pop anglo-saxão, o que resulta, para os meus ouvidos, em algo muito agradável. É um dos meus artistas prediletos, e aquele que mais ouço no momento.
Procure no Youtube. Sugiro que comece por Nije do mene, depois veja Ljubavi, ou Lud i Ponosan. Pode-se ainda começar a conhecê-lo logo por uma faixa bem rock, sem essa coisa de "raiz", tal como Devojka.
Tudo isso posto, devo dizer que é preciso "perdoar" Zeljko por uma incursão pelo tecno, e por alguns clipes horríveis a la Caldeirão do Huck (como Telo vreteno), águas passadas. O Zeljko atual é o de Nije do mene.
É isso. Tente conhecer, e se gostar, divulgue também.
Abraço!
Procure no Youtube. Sugiro que comece por Nije do mene, depois veja Ljubavi, ou Lud i Ponosan. Pode-se ainda começar a conhecê-lo logo por uma faixa bem rock, sem essa coisa de "raiz", tal como Devojka.
Tudo isso posto, devo dizer que é preciso "perdoar" Zeljko por uma incursão pelo tecno, e por alguns clipes horríveis a la Caldeirão do Huck (como Telo vreteno), águas passadas. O Zeljko atual é o de Nije do mene.
É isso. Tente conhecer, e se gostar, divulgue também.
Abraço!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Correspondências I
Concerto para piano nr. 2, em Dó menor, de Sergej Rachmaninoff:
1º movimento: O destino anuncia a chegada da tragédia;
2º movimento: O homem apascentando a solidão;
3º movimento: O homem, desesperado, dança sozinho em sua sala, tentando afirmar a alegria.
Arpeggione sonata, em Lá menor, de Schubert:
1º movimento: brincadeira solitária, a afastar a loucura;
2º movimento: meditação;
3º movimento: mergulhando no mundo do sono.
Sonata moonlight, em Dó sustenido menor, de L. Beethoven:
1º movimento: caminhada noturna, pensamentos vários e tristes;
2º movimento: a boa notícia;
3º movimento: fúria, devida ao naufrágio de uma ilusão.
1º movimento: O destino anuncia a chegada da tragédia;
2º movimento: O homem apascentando a solidão;
3º movimento: O homem, desesperado, dança sozinho em sua sala, tentando afirmar a alegria.
Arpeggione sonata, em Lá menor, de Schubert:
1º movimento: brincadeira solitária, a afastar a loucura;
2º movimento: meditação;
3º movimento: mergulhando no mundo do sono.
Sonata moonlight, em Dó sustenido menor, de L. Beethoven:
1º movimento: caminhada noturna, pensamentos vários e tristes;
2º movimento: a boa notícia;
3º movimento: fúria, devida ao naufrágio de uma ilusão.
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