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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
FELIZ ANO NOVO?
Infelizmente, tenho que dizer que 2011 foi um ano terrível pra mim. O primeiro semestre foi um dos piores de toda a minha vida, e o segundo não foi lá essas coisas...
Mas é justamente aí que encontro meu argumento: será a felicidade um objetivo digno?
Evitar o sofrimento é algo inerente ao humano, e no entanto só ele, o sofrimento, ensina verdadeiramente. Como eu disse, sofri muito em 2011, mas... cresci muito também.
Sendo assim, não sei o que desejar a todos, neste 2012. Talvez eu deva apenas desejar que a vida siga sendo vida, pra quem vive de coração aberto, com tudo o que é parte indissolúvel dela: alegrias, dores, perdas, conquistas, etc.
Não é, certamente, o que os fracos desejam pra si que faz o forte. Mas qual o limite? Quando se deixa de ser forte e perde-se o sopro vital, a fraqueza inextricável, a que nos garante humanos?
Não sei.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
FANTASMA DA ÓPERA
Vou escrever a minha versão dessa peça, e será também um musical (obviamente, com composições minhas). É meu tributo a algo de muito profundo que sempre me acompanhou, que caracteriza a minha vida melhor que qualquer outro conceito ou metáfora.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
O IDIOTA
Ouvindo Downbound Train, de Bruce Springsteen, e olhando, fixamente, até me vir água aos olhos, até a dor atravessar as costelas, e me congelar de todo, uma foto recém-tirada da internet...
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
MISANTROPIA
MISANTROPIA
chega mais perto, doce criança,
e abraça este velho enfermo,
velho... trinta e quatro anos!...
no entanto, como sou velho...
põe a mão no meu ombro caído,
contempla minha calva,
olha-me nos olhos puídos:
neles jaz, inerte, minha alma...
se o Outro morre, além, ou se aquém vive;
se as flores murcham no vaso que não dei;
se o beijo enrijecido que ofertei
àquelas moças que, por graça, ainda tive,
se tudo isso vale a dor que já causei,
abraça-me: em teu lugar, tão calmo... morrerei.
UM RECADO BEM SÉRIO
Olha... desde a primeira vez que eu te vi vc só me faz sofrer...
Você, minha senhora (sim, pq vc já é casada...), aparece no meu trabalho cheia de coisinhas, coisinha pra cá, coisinha pra lá, "eu quero a Odisseia que o Daniel comprou", assim, desse jeito, "que o Daniel comprou", como se nós fôssemos íntimos, sendo que a única intimidade que nós temos é a do ferro que vc sempre me dá... Mais do que isso, vc aparece lá uma segunda vez, e olha diretamente pra mim, e depois fala uma ou duas abobrinhas alto o suficiente pra eu escutar, e... Enfim. Vc sabe.
Eu devo te contar que eu jurei nunca mais tentar nada na sua direção, nem sequer olhar nada na internet a seu respeito, e eu vinha cumprindo com o juramento, até... até hoje. Hoje descobri, dando uma pesquisada rápida, que vc casou com aquele merda. Levei essa cacetada, num momento em que me parecia estar surgindo alguma luz no fim do túnel...
Pois eu te peço: tenha ao menos um ínfimo de dignidade (sei que pra vc isso é difícil...), e não se aproxime de mim. Fique, se possível, fora do meu campo de visão, pra que eu não tenha o desprazer de ver que vc ainda é bonita... Isso só me faria te odiar ainda mais. Eu volto a fazer o mesmo juramento de antes, e dessa vez... ah... dessa vez eu vou cumprir. Eu nunca, NUNCA, vou confiar em vc. O seu sobrenome é desgraça, vc acabou com a minha vida em três anos nos quais eu comi o pão mais amassado que já houve pelo diabo. De vc eu só quero a paz que vem com a sua ausência.
Com a sua distância, sabe-se lá quem pode surgir na minha vida...
É isso. Bom casamento pra vc, e para mim um futuro premiado com a inexistência de quaisquer resquícios do que um dia vc foi pra mim. Isso, certamente, me faria feliz.
domingo, 4 de dezembro de 2011
ANIVERSÁRIO
Hoje este blog completa um ano. Estou feliz.
De início era um espaço para textos artísticos meus, mas ao longo do tempo, devido a sutilezas diversas, tornou-se um espaço para comentários quaisquer que eu tivesse a fazer.
Tenho recebido visitas em número que me surpreende.
Obrigado, amigo(a).
De início era um espaço para textos artísticos meus, mas ao longo do tempo, devido a sutilezas diversas, tornou-se um espaço para comentários quaisquer que eu tivesse a fazer.
Tenho recebido visitas em número que me surpreende.
Obrigado, amigo(a).
terça-feira, 15 de novembro de 2011
É Candido mesmo!
Estive vendo o vídeo da reunião, a título de protesto, de Marilena Chauí, Antonio Candido, e outros, em Junho de 2009 (e com tudo a ver com o que ocorreu este ano), contra a presença da PM na Cidade Universitária. Olha... quanta puerilidade!... Veja-se as palavras do crítico: "estou aqui para manifestar veementemente meu protesto contra a presença da PM no campus, o que contraria o direito que os cidadãos têm de discutir, debater e agir, sem qualquer pressão externa do poder público." Quer dizer que todo mundo pode "agir" sem pressão do poder público?... Ué... Isso não acabaria levando a uma anarquia hobbesiana?...
O por enquanto respeitável crítico (que não abuse...) precisa entender que o Estado de direito é caracterizado essencialmente pela preponderância da lei, frente aos desejos e deliberações de indivíduos ou grupos de indivíduos. Não é porque suas ações são votadas em assembleia, que elas podem ir contra as leis, que são o que de efetivamente democrático nós temos, e valem tanto para empresários, funcionários públicos, donas de casa, quanto para os alunos da USP. A polícia pode, e deve, estar presente em qualquer área pública onde o poder eleito julgue que ela é necessária. E além disso, a maioria dos alunos, que não consegue ir até o final das assembleias porque elas demoram muito (seja isso premeditado, ou resultado de pura chatice mesmo...), essa maioria é a favor da presença da PM na Cidade Universitária.
E aí? O que é, e o que não é, democrático, nessa história?...
O por enquanto respeitável crítico (que não abuse...) precisa entender que o Estado de direito é caracterizado essencialmente pela preponderância da lei, frente aos desejos e deliberações de indivíduos ou grupos de indivíduos. Não é porque suas ações são votadas em assembleia, que elas podem ir contra as leis, que são o que de efetivamente democrático nós temos, e valem tanto para empresários, funcionários públicos, donas de casa, quanto para os alunos da USP. A polícia pode, e deve, estar presente em qualquer área pública onde o poder eleito julgue que ela é necessária. E além disso, a maioria dos alunos, que não consegue ir até o final das assembleias porque elas demoram muito (seja isso premeditado, ou resultado de pura chatice mesmo...), essa maioria é a favor da presença da PM na Cidade Universitária.
E aí? O que é, e o que não é, democrático, nessa história?...
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
ERA DOS EXTREMOS, de HOBSBAWM
Acabo de reler este livro, estudando para o vestibular. É mais que impressionante a capacidade de síntese desse historiador, suas sutilezas de interpretação de fatos emaranhados em novelos insolúveis. Um marxista, sim, mas um marxista clarividente, que não se vê obrigado a alardear glórias chinesas só porque o regime chinês é, basicamente, o que resta de "socialismo realmente existente" (Cuba e Coréia do Norte são pouco mais que tiradas de mau gosto)...
Como disse, acabo de reler. Li pela primeira vez o ano passado, e ao que me parece, essa será uma leitura anual...
Como disse, acabo de reler. Li pela primeira vez o ano passado, e ao que me parece, essa será uma leitura anual...
terça-feira, 1 de novembro de 2011
WUTHERING HEIGHTS
Livrão, grande, enorme livro, LIVRAÇO!
Já tinha lido em português (O morro dos ventos uivantes), e achado razoável, mas no original gostei muito, acho mesmo que se trata de uma obra-prima. Não é romântico, e ao mesmo tempo é ultra-romântico; não é realista, e no entanto nada pode ser mais realista. Dificilmente pode ser chamado de clássico... certamente é moderno, mas de uma força representativa que alcança a equivalência clássica entre linguagem e natureza como talvez nenhum romance tenha conseguido antes...
Heathcliff é uma das maiores personagens de toda a história da literatura: o que ele sente por Catherine Earnshaw?... Amor incomensurável, ou extrema obsessão? (a questão é clichê, mas em Wuthering Heights ela é tão bem construída, ergue-se tão bela aos nossos olhos, que supera qualquer falta de originalidade. Ademais, creio que na época em que o livro surgiu não era ainda um clichê...).
As personagens, de modo geral, são muito bem construídas nesse livro, podendo Ellen Dean ser vista como a portadora da "moral" em seu âmbito. É quase um tipo, assim como Joseph. Mas posto isso, torna-se imperioso reconhecer toda a humanidade de Edgar e Isabella Linton, Hareton Earnshaw, assim como de seus pais. Uma estória triste e "crepuscular", com um final... Leia!
Já tinha lido em português (O morro dos ventos uivantes), e achado razoável, mas no original gostei muito, acho mesmo que se trata de uma obra-prima. Não é romântico, e ao mesmo tempo é ultra-romântico; não é realista, e no entanto nada pode ser mais realista. Dificilmente pode ser chamado de clássico... certamente é moderno, mas de uma força representativa que alcança a equivalência clássica entre linguagem e natureza como talvez nenhum romance tenha conseguido antes...
Heathcliff é uma das maiores personagens de toda a história da literatura: o que ele sente por Catherine Earnshaw?... Amor incomensurável, ou extrema obsessão? (a questão é clichê, mas em Wuthering Heights ela é tão bem construída, ergue-se tão bela aos nossos olhos, que supera qualquer falta de originalidade. Ademais, creio que na época em que o livro surgiu não era ainda um clichê...).
As personagens, de modo geral, são muito bem construídas nesse livro, podendo Ellen Dean ser vista como a portadora da "moral" em seu âmbito. É quase um tipo, assim como Joseph. Mas posto isso, torna-se imperioso reconhecer toda a humanidade de Edgar e Isabella Linton, Hareton Earnshaw, assim como de seus pais. Uma estória triste e "crepuscular", com um final... Leia!
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